terça-feira, abril 19, 2011

Orgulho e preconceito

Terminei agora de ler Orgulho e preconceito, de Jane Austen. Gostei muito muito mesmo. Foi um daqueles livros que não consegui largar, e ficava chateada na hora de ter que parar ou quando as linhas começavam a se embaralhar devido ao sono supremo.

Uma coisa que me fez gostar mais da leitura foi a mudança dos narradores que acompanham o personagem, descobrindo a história junto com ele, para um narrador onisciente, que sabe o que todos estão pensando e sentindo. Acho que fazia muito tempo que não lia um assim. Outra boa mudança foi a objetividade da narrativa, sem lenga-lenga sentimental, sem encher nem uma linguicinha sequer. A história é o mais importante.

Sobre o filme, para mim é uma boa adaptação, que resume bem a história, mas abrevia muito o tempo em que história se passa. Fica meio corrido. Acho que o filme acerta quando dá uma boa editada nos diálogos, dando mais peso e mais emoção ao que se fala. No livro essa quantidade de diálogos é importante, porque de outra maneira você não conheceria tão bem os personagens, mas talvez no filme ficasse maçante tanta falação. E também em favor do filme posso dizer que gostei muito da maneira como ele corta boa parte do final do livro, terminando Mr. Bennet emocionado com o casamento da filha favorita. Talvez os acontecimentos finais perdessem o brilho se ainda tivesse mais uns minutinhos de filme.

Mas livro é livro, filme é filme, e cada um acaba como deve acabar. Eu gostei de ter essas pagininhas finais, contando como tudo se arranjou depois. =)

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Ainda não decidi meu próximo destino literário, vou dar uma olhada nas estantes aqui de casa. Se nada me apetecer, vou ler Solar, de Ian McEwan, em que estou de olho há semanas.

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